Jabes: Futuro gestor terá dificuldades com dívidas trabalhistas mal negociadas

Jabes Ribeiro
Maurício Maron

O futuro gestor da cidade terá muitas dificuldades em administrar dívidas trabalhistas que vai herdar do atual. A declaração é do ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro. Ele diz que Mário Alexandre assinou um acordo com os credores perante a Justiça do Trabalho, desequilibrando as finanças municipais. “Tanto é verdade que o Município não consegue pagar nem os Precatórios mensais que ele firmou, se encontrando com dívida crescente, tendo bloqueios mensais nas contas”, assegura.  De acordo com Jabes, as Requisições de Pequeno Valor (débitos de valor individual menor que não precisam ir à Precatório) se avolumam na Justiça do Trabalho.

Segundo Jabes, ”é preciso deixar claro que o Governo de Mário Alexandre não fez nenhuma ação para diminuir a dívida com Precatórios, porque todas as medidas administrativas foram adotadas no meu governo, com a aprovação do Estatuto do Servidor”. Jabes assegura que sua iniciativa “estancou os Precatórios, uma vez que novas ações na Justiça do Trabalho deixaram de existir e foi possível uma economia anual de mais de 10 milhões só de FGTS, além do equacionamento das parcelas mensais pagas, aliado ao aumento da arrecadação municipal, que deu condições para que o Município pudesse crescer de forma sustentada”.

Em recente entrevista concedida pelo prefeito Mário Alexandre, com informações divulgadas por ele sendo questionadas pelo ex-prefeito, Marão chegou a afirmar estar fazendo pagamento de mais de cinco milhões de reais de débitos trabalhistas mensalmente para diminuir a dívida que governos anteriores deixaram. “Isso é mais uma inverdade na tentativa de justificar a sua incompetência”, acusa Jabes.

“Meu governo deixou a dívida de Precatórios Trabalhista bem administrada, sendo que o Município realizava o pagamento mensal no valor aproximado de um milhão de reais. Sempre dialogamos com o Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal Regional do Trabalho, realizando acordos, dentro da capacidade financeira do Município”, assegura. “Ocorre que no Governo Mario houve um desequilíbrio, pois ele comprometeu a receita do Município de forma desproporcional, já que o ente público não tem condição de pagar o que ele afirma que vinha pagando”, conclui.